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03/08/2012

Capítulo 21 – De Volta à Estrada









Depois de vários quilómetros e entre curvas e
contra curvas onde a paisagem era só montanhas de um lado e do outro, estávamos
finalmente a chegar a Hidden Springs.

















A primeira coisa que avistámos à entrada da vila
foi o ferro velho, tudo o que a vila já não queria, desde frigoríficos a
portões de garagem, desde que fosse de ferro ou de outros metais, encontrava-se
ali. Depois vinha um camião de fora e levava para a reciclagem. De vez em
quando também apareciam alguns moradores em busca de alguma coisa que ainda se
pudesse aproveitar para fazer umas engenhocas. Eu tinha uma certa admiração por
aqueles que do nada conseguiam construir alguma coisa. De repente lembrei-me do
meu tio que em horas vagas pegava um toco de madeira e esculpia animais de
madeira, eu costumava juntá-los todos numa prateleira do meu quarto.

















Do lado esquerdo podíamos ver o rio que atravessava
Hidden Springs. Hidden Springs era uma vila do interior por isso não tinha mar
mas podíamos ver os barcos à vela a pescarem no rio ao longe.

















Depois de passarmos por todas as pousadas e pelo
único hotel da vila estacionámos no parque do centro da vila.

















Fomos à área de serviço do parque. Josephe estava
nervoso.





Joseph – Não entendo porque está tudo cheio nesta altura do
ano.


BeAz – Havemos de encontrar alguma coisa, fica
descansado.


Joseph – Vamos passar ali pelo Bistro, comemos alguma coisa
e quem sabe encontraremos alguém que nos queria alugar uma casa.

















Atravessámos a rua e fomos ao Bistro. Nicholas mal
viu Joseph aproximou-se e cumprimentou-o.





Nicholas – Você por aqui, Joseph?


Joseph – Viva Nicholas! Ainda bem que te encontro! As
pousadas estão cheias e o hotel também, sabes onde poderei arranjar alguma casa
para alugar por uns dias?


Nicholas – Por uns dias é um pouco difícil, normalmente são
alugadas ao mês. Mas se é por uns dias posso ceder-te o meu quarto, não me
importo de dormir na sala.


Joseph – sorrindo – Não pode ser, desta vez não vim sozinho
e também trago um São Bernardo comigo.





Joseph apresentou-me ao seu amigo.





Nicholas – Compreendo, realmente a minha casa é bem pequena para
isso. Se souber de alguma coisa ligo-te, agora tenho de ir. Encontramo-nos por
aí.

















Decidimos comer no exterior. Quando nos sentávamos
alguém passou a correr para dentro do Bistro. Eu senti um calafrio mas atribui
a sua causa à situação que estávamos a passar, pois não teríamos onde dormir
naquela vila e Joseph não quis reservar nada porque achou desnecessário e agora
sentia-se culpado por isso.

















Confesso que também estava preocupada, se fosse
assim teríamos de abalar e fazer uma viagem durante a noite para outra cidade e
eu ficaria sem conhecer Hidden Springs. Mas tentei tranquilizar Joseph na
mesma. 

















Conversávamos enquanto a pessoa que entrou a correr
estava agora a sair do Bistro mas parou e ficou especado a olhar para nós
durante algum tempo.

















Aníbal poisou o prato numa mesa e veio até nós.





Aníbal – Mam!





Levantei-me num salto e gritei – Aníbal – dei-lhe
um abraço bem apertado. Estava completamente pasmada por ele estar ali e ao
mesmo tempo muito feliz.
















BeAz – Mas querido, agora conta-me como vieste aqui parar?


Aníbal – Este ano destacaram-me para esta vila, estavam a
precisar de um médico com bastante urgência.


BeAz – Então e Ré e Dudu?


Aníbal – Estão ótimos, vou a casa todos os fins-de-semana.


BeAz – Isso é um pouco duro, não achas?


Joseph – Importam-se de me explicar o que se está passando?
















Apresentei com orgulho Aníbal a Joseph e Joseph a
Aníbal.





Joseph – Como eu não dei logo por ela? Olhando assim na sua
cara é bem a cara de sua mãe. Muito gosto em conhecer-te!


Aníbal – Sempre quis conhecer quem anda viajando por essas
terras fora com minha mãe. Como o mundo é pequeno e as coisas não acontecem por
acaso.
















Aníbal – Então digam lá, onde se vão hospedar?


BeAz – Bem, isso está um pouco difícil, pois não há onde
ficarmos.


Aníbal – Ah, mas se isso era um problema, já não é mais,
ficarão lá em minha casa, é suficientemente grande para todos.


Joseph – Mesmo para Rufus?


Aníbal – Sim, mesmo para Rufus, que deve ser aquele
cãozinho que me veio cheirar mal me viu. 
















Chegámos a casa de Aníbal.





Aníbal – Venham, não façam cerimónia, vão ver que até tenho
um prato de comida pronta para o Rufus.





A casa que Aníbal alugara era uma casinha rustica
muito linda, eu adorava aquele tipo de casinhas.
















Aníbal – Vou mostrar-vos a casa. Aqui é a sala com kitchenet.





Rufus mal entrou atirou-se logo ao prato de comida.





BeAz – Muito acolhedora. Como você tem um prato de comida,
tem algum animal?


Aníbal – Não, alguns cães e gatos é que aparecem por aí e
eu afeiçoo-me a eles e dou-lhes de comer.
















Aníbal – este é o quarto onde eu durmo, lembra que eu sempre
gostei de verde, mãe?


BeAz – Então não lembro?
















Aníbal – Este é o quarto que tenho disponível para vocês,
está bom?


BeAz – Para mim está ótimo.


Joseph – Está muito bom, já é uma grande ajuda.
















BeAz – Filhote, porque ias a correr para dentro do Bistro?


Aníbal – Além de estar esfomeado, tenho um encontro de
amigos agora à noite, se quiserem vir… por falar nisso o prato ficou lá, em
cima de uma mesa e nem comi.


BeAz – Nós estamos cansados da viagem mas podemos dar lá
um salto mas viremos cedo para descansar.


Aníbal – Está bem, podem ir arrumando as malas enquanto eu
dou uma espreitadela no frigorífico para petiscar alguma coisa.
















Enquanto Aníbal comia Rufus já dormia no tapete da
sala.
















O lugar era lindo! Dançámos um pouco e depois fomos
beber um copo. Estávamos cansados por isso não ficámos mais tempo. Aníbal ainda
ficou mais um pouco com os amigos.









23/07/2012

Capítulo 20 – Um Dia Atribulado









Todas as manhãs bem cedo Gaga acordava Dulce e
Osmar com o seu ladrar. Gaga era uma mimalha e não dispensava um bom banho logo
pela manhã.





Dulce – Outra vez, Gaga? És uma marota, nunca deixas dormir
ninguém até um pouco mais tarde.


Osmar – Vamos então baixinha, já vou preparar o teu banho,
sua madrugadora!

















Eu e Joseph acordámos com o ladrar estridente daa
Gaga.

















Acabámos por nos levantar. Joseph arrumou o quarto
enquanto eu fui tomar banho.

















Osmar foi dar banho a Gaga enquanto Dulce arrumava
o quarto.

















Ao sair da casa de banho apercebo-me que Joseph
está ao telefone.

















Deixei-o terminar a chamada e perguntei:





BeAz – Está tudo bem, amor?


Joseph – Sim querida, era o meu agente me avisando para não
esquecer o dia em que tenho de estar em Starlight Shores.


BeAz – Nós vamos para Starlight Shores? A cidade dos
famosos?


Joseph – Sim mas antes temos de passar em mais duas terras
por isso não podemos ficar aqui mais tempo, temos de partir, ainda hoje ou o
mais tardar amanhã de manhã bem cedo.


BeAz – Está bem amor, temos de avisá-los.

















Desci para preparar o pequeno-almoço, enquanto
Dulce pôs a roupa na máquina e depois foi tomar um banho. Osmar depois de tomar
um banho desceu para encher o prato dos cães e Rufus não perdeu o seu tempo.

















Depois Osmar foi brincar com a Gaga.

















Rufus ao sentir Joseph descer as escadas foi
esperá-lo e desafiou-o para a brincadeira.

















Chamei para o pequeno-almoço, Joseph aproveitou
estarmos todos juntos para avisar que teríamos de ir embora, pois o trabalho
esperava-o e ele ainda queria dar umas voltas primeiro.





Osmar – Mas já Joseph?


Dulce – Mas vocês só estão aqui há pouco mais que três
dias.


Joseph – Pois é minha linda mas o dever me chama e ainda
quero mostrar mais umas cidades para Beaz.


BeAz – Parece que estou com sorte, nunca viajei tanto em
tão pouco tempo.


Osmar – Eu e Dulce vamos sair de tarde, preciso falar com
ela, vocês precisam de alguma coisa?





Joseph adiantou-se:





Joseph – Não, não, eu e BeAz também vamos sair, vou levá-la
a conhecer a zona de pesca antes de nos irmos embora amanhã logo cedo.
















Achei aquele lugar lindo! Enquanto nos divertíamos
a pescar Rufus tentava entrar na água ansioso por apanhar algum peixe mais
distraído.
















Dulce sugeriu visitar o jardim Raios Gama, dali
podiam ver a casa do Presidente da Camara, que por sinal não era nada pequena,
e a nascente do rio principal de lagos Lunares.
















Dulce estava ansiosa para saber o que Osmar tenha
para falar com ela e então, mesmo antes de apreciarem a paisagem, ela puxou a
conversa:





Dulce – Osmar, o que tem de tão importante para me dizer
que não podia ser dito lá em casa?


Osmar – Bem, é um assunto delicado por isso queria que
estivéssemos tranquilos para podermos conversar à vontade. Primeiro preciso de
saber se você me ama a ponto de querer passar o resto da sua vida a meu lado.


Dulce suspirou – Ah meu Deus!


Osmar – Estás bem, querida? Queres voltar?


Dulce – Não amor!


Osmar – Não estás bem?


Dulce riu – Sim, não é isso. Não quero voltar mas estou bem
sim.


Osmar – Então porquê o ai meu Deus? Não me ama o
suficiente? Não quer tocar no assunto?
















Enquanto isso eu continuava empenhada em apanhar
algum peixe. Tinha de conseguir. Joseph e Rufus brincavam à apanhada, Rufus
estava feliz, ele adorava sair para passear.
















Depois de algum tempo passado a brincar com Gaga,
pois ela tinha interrompido a conversa para obter atenção, Dulce responde:





Dulce – Ai meu Deus porque eu queria tocar no assunto só
que não tive coragem, tive receio das tuas respostas. Claro que te amo o
suficiente e quero ficar contigo o resto da minha vida. E agora que tocaste no
assunto vamos fala sobre ele, não aguento mais viver nesta angustia de não
saber o que vai acontecer nas nossas vidas.


Osmar – É fácil! Tenho uma proposta para ti, é só
aceitares. Se quiseres, claro!


Dulce falou a medo – Então e qual é essa proposta?


Osmar – Tu és uma grande escritora nesta cidade, a
população já está habituada e não tem mais ninguém que elabore o jornal da
cidade, o Presidente da Câmara não deve dispensar-te para outra cidade e tu
também não deves querer, pelo certo, mudar para outro local, e muito menos para
Appaloosa, pois nunca mais lá puseste os pés. Eu por outro lado tenho a minha
vida lá, a criação de cavalos e a minha fazenda. Eu poderia viver aqui contigo,
arranjar alguma coisa que eu saiba fazer para fazer, o meu capataz ficaria em
Appaloosa cuidando da minha criação e os fins-de-semana e nas férias,
passaríamos em Appaloosa na minha casa. O que dizes?
















Dulce – Mas que estupidez a minha, eu aqui com tanto receio
e tu tiveste uma ideia ótima, claro que aceito essa proposta, fica bem para os
dois e assim eu também tenho oportunidade de desopilar daqui de vez em quando.





Dulce abraçou com força Osmar e o beijou
carinhosamente. Mas Gaga já dormia de cansaço aos pés deles.
















Eu estava intrigada:





BeAz – Amor! Ainda não me disseste porque vestiste um fato
para virmos para aqui pescar. Normalmente não se pesca de fato.


Joseph – Aí é que te enganas, claro que se pesca de fato e
aqui estou eu para pescar.
















Nisto Joseph puxa de um ramo de rosas vermelhas de
trás das costas e diz:





Joseph – Só que não preciso de cana, pesco mesmo com um
lindo ramo de rosas vermelhas, já alguma vez disse que te amo muito?
















Respondi:





BeAz – Claro que sim, meu amor, eu também te amo muito.





Semicerramos os olhos e nos beijámos.
















Osmar pegou na mão de Dulce e perguntou-lhe:





Osmar – Dulce, meu amor, aceita namorar comigo e amar-me
para sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença?





Dulce sorriu e respondeu:





Dulce – Aceito, amor, até que a morte nos separe.





Beijaram-se prolongadamente.
















Quando chegaram a casa nós já estávamos a jantar.





Osmar – Boa noite! Então como correu o passeio?


Joseph – Boa noite! Foi ótimo, como sempre, mas estávamos
esfomeados.


Dulce – Boa noite! Nós também estamos esfomeados, o que há
aí para se comer?


BeAz – Boa noite! Estou a ver que a boa disposição paira
no ar, é assim mesmo, estou feliz por vocês os dois, parabéns!
















Durante o jantar Osmar contou-nos como iria ser a
vida deles daqui para a frente. Cá para mim eu sabia que eles acabariam por se
entender, pois já é de há muito o desejo de se reencontrarem e viverem juntos.
















Já estávamos no quarto quando ouvimos Gaga a ladrar
desesperadamente, logo depois suou o alarme da casa, Osmar e Joseph desceram a
correr e eu liguei para a polícia. Rufus, Gaga, Osmar e Joseph conseguiram
encurralar o ladrão até a polícia chegar.
















Eu e Dulce descemos. A polícia encaminhou-se para
Dulce fazendo uma série de perguntas. Isso me enforteceu, em vez de pegar logo
o ladrão ainda estava com mil perguntas. Olhei o ladrão, afinal era uma ladra e
estava a desafiar-me.
















Antes que ela escapasse fui-me a ela, para espanto
dos cachorros, de Joseph e de Osmar. Também não sei o que me deu mas estava com
raiva daquilo tudo, afinal de contas ela ia-nos assaltar e quem sabe até nos
fazer mal.
















Depois de lhe ter dado bem gritei:





BeAz – Vamos ver agora se tens coragem de fugir, sua
desgraçada!
















Logo de seguida a polícia prendeu a ladra e levou-a
para a prisão.
















Depois da polícia ir embora eu e Dulce abraçámos os
nossos namorados e desatámos num choro incontrolável, eu por nervosismo do que
tinha feito e Dulce por pensar o que seria se estivesse sozinha naquele
momento.
















Já era de madrugada quando nos fomos deitar, já não
íamos descansar o suficiente por isso decidimos partir só de tarde, pois era
arriscado conduzir sem o devido descanso. Mas mal nos deitámos logo o telefone
de Joseph tocou, era o agente de Joseph, queria saber se ele já estava na
estrada. Joseph explicou o que se tinha passado e disse que depois ligava mal
estivesse a caminho de lá.







14/07/2012

Capítulo 19 – O Medo de Dulce









De manhã, eu e Joseph, acordámos cedo. Tomámos um
banho e arrumámos o quarto, como fazíamos todas as manhãs.

















Seguimos para a cozinha, Joseph foi tratar da
comida dos cães e eu fui espreitar o que haveria no frigorífico para fazer um
pequeno-almoço avantajado, pois estávamos esfomeados e calculei que Osmar e
Dulce também acordariam cheios de fome.

















Osmar – Bom dia madrugadores!


Dulce – Bom dia! Viemos atrás do cheirinho dos cachorros!


Joseph – É, eu e BeAz acordámos cheios de fome e calculámos
que também iriam gostar de comer cachorros quentes logo pela manhã.


BeAz – Calculei que também estariam esfomeados!

















Joseph – Reparei que se libertou daquele chapéu, confesso
que fica bem melhor assim!


Osmar – É, achei que aqui não tinha nada a ver por isso
também mudei de roupa.


BeAz – Eu não conhecia o seu verdadeiro cabelo, desde que
és pequeno que usas aquele tipo de chapéu.


Dulce – Ele é lindo, não é? 

















Hoje iríamos dar uma volta pela cidade para
mostrá-la a Osmar. Joseph quis começar pelo parque de recordações de Appaloosa
Plains, não por trazer algo de novo a Osmar mas para que eles pudessem recordar
tempos passados nessa vila.

















Dulce confessou que muitas vezes visitava aquele
parque e que Osmar vinha-lhe sempre ao pensamento. Osmar com os olhos aguados
de emoção disse-lhe que foi muitos anos os que andou à procura dela e que agora
não a queria perder por nada deste mundo.


















Osmar adorou a cidade, chegou mesmo a dizer que lhe
parecia estar noutro mundo. Chegámos a casa exaustos. Dulce ofereceu-se para
fazer o jantar.

















Eu e Osmar sentámo-nos no sofá da sala a ver um
programa de culinária da região. Ambos tínhamos curiosidade sobre isso.

















Joseph passou pelas brasas na cadeira do jardim.

















Rufus e Gaga nunca pareciam cansados, mas Rufus era
um esfomeado, só pensava em comer, por vezes tínhamos de esconder-lhe o prato
da comida.

















Jantámos quase em silêncio. A Dulce cozinhava bem,
muito melhor que o restaurante mais famoso daquela cidade. Osmar também não
apreciou muito o almoço mas ficou com curiosidade na sua confeção.
















Embora estivesse exausta, prometi a Dulce que
arrumava a cozinha mas que logo de seguida me iria deitar.
















Enquanto isso Joseph dava um banho profundo a
Rufus, aquele pelo dele comprido tinha de ser escovado todos os dias e como ele
corria muito e aquela cidade era quente, também tinha de tomar banho todos os
dias.
















Dulce e Osmar foram até ao pátio. Estavam felizes
por estar juntos mas Dulce sabia que a vida de Osmar estava noutra cidade, a casa,
os animais, o que deveria fazer? Dulce tinha receio em tocar no assunto, por um lado
não queria sair de Lagos Lunares por outro tinha receio de ouvir Osmar dizer
que também não queria sair de Appaloosa Plains. Mas sobre tudo Dulce tinha
receio de voltar a perder Osmar.