Quando cheguei encontrei o meu tio de volta dos animais, como eu já imaginava. Ou de volta dos animais ou de volta das plantas.
BeAz – Tio Alberto!
Mal cheguei perto e o abracei, todos os seus animais se aproximaram para me cheirar.
Alberto – Não tenhas medo, eles não fazem mal nenhum. Dá cá um abraço bem apertado, já não de via há anos, desde que a tua mãe saiu daqui e tu ainda eras pequenina. Como estás crescida e bonita! Uma grande mulher!
BeAz – Oh tio! Eu nunca te esqueci, sempre brincavas comigo e sentada ao teu colo contavas-me histórias, lembras-te?
Alberto – Como podia esquecer, eu nunca tive filho.
Familiarizei-me um pouco com os animais pois teria de me habituar com eles.
Tomei um banho mudei de roupa e fomos almoçar eram já 16h da tarde. Alberto tinha preparado Goopy Carbonara. Ele não deixava de me olhar.
Beaz – Então tio? Não come?
O meu tio foi-se deitar, pois ele deitava-se cedo e levantava-se com as galinhas. Eu estava cansada mas sem sono. Sentei-me na sala a observar Misty. Misty era uma gata peluda e toda branquinha. Até que era bonitinha. Eu cresci toda a minha vida sem ter animais ao meu redor, pois na cidade não se vê muitos, as pessoas não têm condições de os ter em apartamentos.
Tirei da estante o primeiro livro que me veio à mão e comecei a ler. Ao fim da tarde as coisas eram calmar por ali. Pelo menos era o que estava a parecer.
Quando anoiteceu fui me deitar. O quarto era acolhedor e a cama confortável, adormeci num instante.
Rufus era sempre o primeiro a acordar, entrava em casa, seguia para o quarto de Alberto saltava para cima da cama dele e começava a ladrar para o acordar.
Acordei com o ladrar do Rufus. Vesti-me e quando cheguei à sala, já o meu tio tinha o pequeno-almoço na mesa, Waffles.
Alberto – Hoje vou te ensinar como se faz a alimentação para os animais. Enquanto seu estiver por cá, cuido eu da horta mas depois você terá de se virar, é de lá que tiro os vegetais e as frutas para a alimentação.
Sujei a banca toda, o fogão não desenvolvia, o frigorifico não mantinha a frescura nos alimentos. Comecei a pensar que teria de fazer umas mudanças por ali.
Quando fui distribuir a comida pelas taças dos animais já o meu tio estava lá fora a chamar por mim.
Mas eu ainda tinha a banca e a cozinha por limpar…
A casa de banho estava uma imundice…
Os quartos e as roupas por tratar. E o meu tio ainda queria que eu tratasse dos animais e da horta?
Nem pensei duas vezes, custe o que custar, contratei alguém para me ajudar na lida da casa.
Quando fui ter com o meu tio, ele já tinha dado feno a Balin, uma linda égua branca e agora ensinava-me como escová-la e como limpar-lhe os cascos. Pois embora Alberto não se sentisse com coragem para continuar nas competições, Balin nunca deixou de treinar. O meu tio queria agora que fosse eu a fazê-lo.
Depois ensinou-me como montar. Eu só pensava quando é que ia cair ou quando Balin me deitava a baixo. Mas o meu tio pensava que eu ia conquistar o mundo naquela égua.
Então depois de andar um pouco comecei por experimentar saltar um obstáculo pequeno. Já tinha observado antes Balin a saltar e a galopar por aqueles obstáculos todos sozinha, não estivesse ela habituada a isso.
Ela estava tão feliz por voltar ao ritmo dela que me levou a galopar e eu estava a ganhar confiança nela rapidamente.
Estava tão distraída que nem dei por terem chegado o fogão e o frigorífico que eu encomendei. Foi Marcelo, o empregado doméstico que os recebera. Parece até que o jantar me soube melhor, fiz sobremesa e tudo. Só Alberto é que não jantou, sentia-se cansado, comeu qualquer coisa e deitou-se sem se despedir de mim.



















