23/07/2012

Capítulo 20 – Um Dia Atribulado









Todas as manhãs bem cedo Gaga acordava Dulce e
Osmar com o seu ladrar. Gaga era uma mimalha e não dispensava um bom banho logo
pela manhã.





Dulce – Outra vez, Gaga? És uma marota, nunca deixas dormir
ninguém até um pouco mais tarde.


Osmar – Vamos então baixinha, já vou preparar o teu banho,
sua madrugadora!

















Eu e Joseph acordámos com o ladrar estridente daa
Gaga.

















Acabámos por nos levantar. Joseph arrumou o quarto
enquanto eu fui tomar banho.

















Osmar foi dar banho a Gaga enquanto Dulce arrumava
o quarto.

















Ao sair da casa de banho apercebo-me que Joseph
está ao telefone.

















Deixei-o terminar a chamada e perguntei:





BeAz – Está tudo bem, amor?


Joseph – Sim querida, era o meu agente me avisando para não
esquecer o dia em que tenho de estar em Starlight Shores.


BeAz – Nós vamos para Starlight Shores? A cidade dos
famosos?


Joseph – Sim mas antes temos de passar em mais duas terras
por isso não podemos ficar aqui mais tempo, temos de partir, ainda hoje ou o
mais tardar amanhã de manhã bem cedo.


BeAz – Está bem amor, temos de avisá-los.

















Desci para preparar o pequeno-almoço, enquanto
Dulce pôs a roupa na máquina e depois foi tomar um banho. Osmar depois de tomar
um banho desceu para encher o prato dos cães e Rufus não perdeu o seu tempo.

















Depois Osmar foi brincar com a Gaga.

















Rufus ao sentir Joseph descer as escadas foi
esperá-lo e desafiou-o para a brincadeira.

















Chamei para o pequeno-almoço, Joseph aproveitou
estarmos todos juntos para avisar que teríamos de ir embora, pois o trabalho
esperava-o e ele ainda queria dar umas voltas primeiro.





Osmar – Mas já Joseph?


Dulce – Mas vocês só estão aqui há pouco mais que três
dias.


Joseph – Pois é minha linda mas o dever me chama e ainda
quero mostrar mais umas cidades para Beaz.


BeAz – Parece que estou com sorte, nunca viajei tanto em
tão pouco tempo.


Osmar – Eu e Dulce vamos sair de tarde, preciso falar com
ela, vocês precisam de alguma coisa?





Joseph adiantou-se:





Joseph – Não, não, eu e BeAz também vamos sair, vou levá-la
a conhecer a zona de pesca antes de nos irmos embora amanhã logo cedo.
















Achei aquele lugar lindo! Enquanto nos divertíamos
a pescar Rufus tentava entrar na água ansioso por apanhar algum peixe mais
distraído.
















Dulce sugeriu visitar o jardim Raios Gama, dali
podiam ver a casa do Presidente da Camara, que por sinal não era nada pequena,
e a nascente do rio principal de lagos Lunares.
















Dulce estava ansiosa para saber o que Osmar tenha
para falar com ela e então, mesmo antes de apreciarem a paisagem, ela puxou a
conversa:





Dulce – Osmar, o que tem de tão importante para me dizer
que não podia ser dito lá em casa?


Osmar – Bem, é um assunto delicado por isso queria que
estivéssemos tranquilos para podermos conversar à vontade. Primeiro preciso de
saber se você me ama a ponto de querer passar o resto da sua vida a meu lado.


Dulce suspirou – Ah meu Deus!


Osmar – Estás bem, querida? Queres voltar?


Dulce – Não amor!


Osmar – Não estás bem?


Dulce riu – Sim, não é isso. Não quero voltar mas estou bem
sim.


Osmar – Então porquê o ai meu Deus? Não me ama o
suficiente? Não quer tocar no assunto?
















Enquanto isso eu continuava empenhada em apanhar
algum peixe. Tinha de conseguir. Joseph e Rufus brincavam à apanhada, Rufus
estava feliz, ele adorava sair para passear.
















Depois de algum tempo passado a brincar com Gaga,
pois ela tinha interrompido a conversa para obter atenção, Dulce responde:





Dulce – Ai meu Deus porque eu queria tocar no assunto só
que não tive coragem, tive receio das tuas respostas. Claro que te amo o
suficiente e quero ficar contigo o resto da minha vida. E agora que tocaste no
assunto vamos fala sobre ele, não aguento mais viver nesta angustia de não
saber o que vai acontecer nas nossas vidas.


Osmar – É fácil! Tenho uma proposta para ti, é só
aceitares. Se quiseres, claro!


Dulce falou a medo – Então e qual é essa proposta?


Osmar – Tu és uma grande escritora nesta cidade, a
população já está habituada e não tem mais ninguém que elabore o jornal da
cidade, o Presidente da Câmara não deve dispensar-te para outra cidade e tu
também não deves querer, pelo certo, mudar para outro local, e muito menos para
Appaloosa, pois nunca mais lá puseste os pés. Eu por outro lado tenho a minha
vida lá, a criação de cavalos e a minha fazenda. Eu poderia viver aqui contigo,
arranjar alguma coisa que eu saiba fazer para fazer, o meu capataz ficaria em
Appaloosa cuidando da minha criação e os fins-de-semana e nas férias,
passaríamos em Appaloosa na minha casa. O que dizes?
















Dulce – Mas que estupidez a minha, eu aqui com tanto receio
e tu tiveste uma ideia ótima, claro que aceito essa proposta, fica bem para os
dois e assim eu também tenho oportunidade de desopilar daqui de vez em quando.





Dulce abraçou com força Osmar e o beijou
carinhosamente. Mas Gaga já dormia de cansaço aos pés deles.
















Eu estava intrigada:





BeAz – Amor! Ainda não me disseste porque vestiste um fato
para virmos para aqui pescar. Normalmente não se pesca de fato.


Joseph – Aí é que te enganas, claro que se pesca de fato e
aqui estou eu para pescar.
















Nisto Joseph puxa de um ramo de rosas vermelhas de
trás das costas e diz:





Joseph – Só que não preciso de cana, pesco mesmo com um
lindo ramo de rosas vermelhas, já alguma vez disse que te amo muito?
















Respondi:





BeAz – Claro que sim, meu amor, eu também te amo muito.





Semicerramos os olhos e nos beijámos.
















Osmar pegou na mão de Dulce e perguntou-lhe:





Osmar – Dulce, meu amor, aceita namorar comigo e amar-me
para sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença?





Dulce sorriu e respondeu:





Dulce – Aceito, amor, até que a morte nos separe.





Beijaram-se prolongadamente.
















Quando chegaram a casa nós já estávamos a jantar.





Osmar – Boa noite! Então como correu o passeio?


Joseph – Boa noite! Foi ótimo, como sempre, mas estávamos
esfomeados.


Dulce – Boa noite! Nós também estamos esfomeados, o que há
aí para se comer?


BeAz – Boa noite! Estou a ver que a boa disposição paira
no ar, é assim mesmo, estou feliz por vocês os dois, parabéns!
















Durante o jantar Osmar contou-nos como iria ser a
vida deles daqui para a frente. Cá para mim eu sabia que eles acabariam por se
entender, pois já é de há muito o desejo de se reencontrarem e viverem juntos.
















Já estávamos no quarto quando ouvimos Gaga a ladrar
desesperadamente, logo depois suou o alarme da casa, Osmar e Joseph desceram a
correr e eu liguei para a polícia. Rufus, Gaga, Osmar e Joseph conseguiram
encurralar o ladrão até a polícia chegar.
















Eu e Dulce descemos. A polícia encaminhou-se para
Dulce fazendo uma série de perguntas. Isso me enforteceu, em vez de pegar logo
o ladrão ainda estava com mil perguntas. Olhei o ladrão, afinal era uma ladra e
estava a desafiar-me.
















Antes que ela escapasse fui-me a ela, para espanto
dos cachorros, de Joseph e de Osmar. Também não sei o que me deu mas estava com
raiva daquilo tudo, afinal de contas ela ia-nos assaltar e quem sabe até nos
fazer mal.
















Depois de lhe ter dado bem gritei:





BeAz – Vamos ver agora se tens coragem de fugir, sua
desgraçada!
















Logo de seguida a polícia prendeu a ladra e levou-a
para a prisão.
















Depois da polícia ir embora eu e Dulce abraçámos os
nossos namorados e desatámos num choro incontrolável, eu por nervosismo do que
tinha feito e Dulce por pensar o que seria se estivesse sozinha naquele
momento.
















Já era de madrugada quando nos fomos deitar, já não
íamos descansar o suficiente por isso decidimos partir só de tarde, pois era
arriscado conduzir sem o devido descanso. Mas mal nos deitámos logo o telefone
de Joseph tocou, era o agente de Joseph, queria saber se ele já estava na
estrada. Joseph explicou o que se tinha passado e disse que depois ligava mal
estivesse a caminho de lá.