Brevemente seria o nosso casamento e para que tudo
desse certo começava uma semana antes com os preparativos para que não faltasse
nada. Nem à festa de solteiro, eu conseguia escapar pois as minhas amigas quase
me obrigaram a marcar uma data para a realização dessa mesma festa.
Estava eu a desligar o telefone quando Joseph acaba
de chegar.
Joseph – Olá querida, tudo bem? Como foi o seu dia? Estava
ao telefone?
BeAz – Olá amor, tudo e contigo? O meu dia foi a
escrever, enquanto não acabo aquele livro não descanso. Sabes que quando começo
a escrever… vou por ali a fora, quase esqueço de comer, se não é Atanásio a me
chamar. Estava agora a marcar a festa de despedida de solteiro, aquelas loucas
insistiram. E o teu dia?
Joseph – Loucas não, fizeram elas muito bem, quase que não
sais de casa por causa dessas escrituras. Também tens que te distrair. Amanhã
também marco a minha com os meus amigos. O meu dia foi cansativo mas ainda tenho
genica para ti, queres ver?
Joseph correu ao quarto do Atanásio. Eu corri atrás
dele e ao ver que ele pegou numa almofada peguei noutra logo a seguir. E assim
começámos numa luta desfreada de almofadas.
Ao ouvir aquela barulheira toda Rufus foi indagar a
ver o que se passava e quando chegou à nossa beira ficou pasmado a olhar,
deveria estar a pensar se aquilo era a sério ou a brincar. Parámos, olhamos
para ele e depois ficamos a olhar um para o outro.
Enquanto Joseph se abaixou para acariciar Rufus eu
dei uma corrida.
Quando Joseph chegou ao quarto eu esperava-o em
cima da cama com a minha camisa curta de cetim e à média luz.
Joseph – Ah! Está aqui a minha princesa!
Tirou a roupa deixando-a espalhada pelo chão e num instante
se pôs ao meu lado.
Começámos por nos beijar e ao fim de algum tempo caímos
no sono. Mais não preciso dizer.
De manhã quando acordei Joseph já não estava na
cama. Tomei um banho e fui até à cozinha. Ao chegar olhei pela janela, estava a
chover e o dia estava escuro.
BeAz – Bom dia! Mas que tempo hem!
Joseph – Bom dia amor, já acordada?
Atanásio – Bom dia senhorita, não esqueça de comer alguma
coisa antes de ir escrever.
BeAz – Com certeza Atanásio, claro que farei companhia ao
meu noivo antes de sair.
Tomámos o pequeno-almoço e conversámos sobre onde
poderia ser a nossa lua-de-mel.
BeAz – Amor não esqueça e marcar a sua festa se despedida
de solteiro.
Joseph saiu e eu fiquei ali mesmo com o meu
portátil, estava a começar o meu novo romance, “Um tempo para Amar” foi o
título que lhe dei.
Aproveitei também para enviar os por email os
convites para a bem dita festa de despedida de solteiro:
Está quase na hora
De eu me casar
Mas esta noite
É para irmos bombar
Vou dar um passo em frente
E vocês vão lá estar a ver
Mas esta noite é nossa
Para nunca mais esquecer
Assim estás convidada
Para a minha despedida de solteira
Vamo-nos divertir
Vai ser só brincadeira
Assim que bateram as 17:00 saí, queria ser a
primeira a chegar.
Cheguei ao salão, faltavam 00:05 para abrirem as
portas, esperei ansiosa e um pouco nervosa, já não me lembrava de sair para me
divertir pela noite dentro.
Entrei, mudei de roupa e fiquei à espera dos
convidados. O salão era grande, fiquei pasmada a olhar a sua altura e a sua
decoração.
Primeiro chegaram Meg e Chris.
Depois chegou a Dulce.
Ainda chegavam convidados quando entrou um
individuo em tronco nu e de óculos escuros com um aparelho debaixo do braço,
poisou o aparelho em cima da mesa do hall e começou a dançar dizendo que tinha
sido convidado pelas minhas amigas para divertir a festa. Logo a seguir entra
uma moça com uns copos numa bandeja e começa a distribui-los. Pensei – estou a
ver que a festa vai ficar por aqui mesmo.
Dançamos, bebemos e voltámos a dançar. Alguns
convidados também tiraram fotografias com os seus telemóveis.
Meg chamou-me, queria fazer um discurso.
BeAz – Pode fazer sim mas veja lá o que vai dizer.
Meg chamou toda a gente e começou a falar:
"...Os amigos são para toda a vida, ainda que
não estejam connosco a vida inteira. [...] Amizade não é dependência,
submissão. Não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos
e duvidar da letra. É independência, é respeito [...] O que é mais importante:
a proximidade física ou afetiva? [...] Assim como há os amigos imaginários da
infância, há os amigos invisíveis da maturidade. Aqueles que não estão perto
podem estar dentro. [...] Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no
sangue. A serenidade."
Todos bateram palmas e eu agradeci a Meg.
Meg sacou de uma garrafa de champanhe e começou a
rir agitando a garrafa.
BeAz – Meg!!! Você não vai fazer isso!
Meg – Ai vou, vou!
BeAz – Não!!!
Eu só engolia champanhe, deixei de conseguir falar.
Via-se na cara da Meg a sua satisfação, nem
precisava de palavras.
Nossa Meg, isso não se faz – dizia eu ainda
gargarejando.
Depois nos abraçámos rindo.
Aos poucos o pessoal ia saindo e eu me despedindo
delas.
BeAz – Obrigada Edi por ter vindo, espero que se tenha
divertido.
Edi – Obrigada Be por me ter convidado, claro que me
diverti, estarei também presente no seu casamento, nos vemos lá de novo.
BeAz – Obrigada Gabriela, dê um beijinho grande ao David
por mim.
Gabriela – Serão entregues! Seja feliz! Nos vemos no
casamento.
BeAz – Obrigada Chris amiga sempre presente!
Chris – Que nada, para que servem os amigos? Cá estarei
sempre!
BeAz – Obrigada Maria! Fiquei feliz por saber que é minha vizinha,
nos veremos mais vezes.
Maria – É mesmo! Se quiser posso ajudar nos preparativos
do casamento. Felicidades!
BeAz – Obrigada Ré, você é como uma segunda filha para
mim, uma grande mulher, uma grande esposa, cuide sempre assim do meu “mais que
tudo”.
Ré se emocionou lembrando da sua despedida de
solteiro e do seu casamento:
Ré – Seja feliz sogrinha, você merece!





























