17/03/2013

Capítulo 31 – Festa de despedida de Solteiro BeAz


Brevemente seria o nosso casamento e para que tudo desse certo começava uma semana antes com os preparativos para que não faltasse nada. Nem à festa de solteiro, eu conseguia escapar pois as minhas amigas quase me obrigaram a marcar uma data para a realização dessa mesma festa.




Estava eu a desligar o telefone quando Joseph acaba de chegar.

Joseph – Olá querida, tudo bem? Como foi o seu dia? Estava ao telefone?
BeAz – Olá amor, tudo e contigo? O meu dia foi a escrever, enquanto não acabo aquele livro não descanso. Sabes que quando começo a escrever… vou por ali a fora, quase esqueço de comer, se não é Atanásio a me chamar. Estava agora a marcar a festa de despedida de solteiro, aquelas loucas insistiram. E o teu dia?
Joseph – Loucas não, fizeram elas muito bem, quase que não sais de casa por causa dessas escrituras. Também tens que te distrair. Amanhã também marco a minha com os meus amigos. O meu dia foi cansativo mas ainda tenho genica para ti, queres ver?




Joseph correu ao quarto do Atanásio. Eu corri atrás dele e ao ver que ele pegou numa almofada peguei noutra logo a seguir. E assim começámos numa luta desfreada de almofadas.




Ao ouvir aquela barulheira toda Rufus foi indagar a ver o que se passava e quando chegou à nossa beira ficou pasmado a olhar, deveria estar a pensar se aquilo era a sério ou a brincar. Parámos, olhamos para ele e depois ficamos a olhar um para o outro.




Enquanto Joseph se abaixou para acariciar Rufus eu dei uma corrida.




Quando Joseph chegou ao quarto eu esperava-o em cima da cama com a minha camisa curta de cetim e à média luz.

Joseph – Ah! Está aqui a minha princesa!

Tirou a roupa deixando-a espalhada pelo chão e num instante se pôs ao meu lado.




Começámos por nos beijar e ao fim de algum tempo caímos no sono. Mais não preciso dizer.




De manhã quando acordei Joseph já não estava na cama. Tomei um banho e fui até à cozinha. Ao chegar olhei pela janela, estava a chover e o dia estava escuro.

BeAz – Bom dia! Mas que tempo hem!
Joseph – Bom dia amor, já acordada?
Atanásio – Bom dia senhorita, não esqueça de comer alguma coisa antes de ir escrever.
BeAz – Com certeza Atanásio, claro que farei companhia ao meu noivo antes de sair.




Tomámos o pequeno-almoço e conversámos sobre onde poderia ser a nossa lua-de-mel.

BeAz – Amor não esqueça e marcar a sua festa se despedida de solteiro.




Joseph saiu e eu fiquei ali mesmo com o meu portátil, estava a começar o meu novo romance, “Um tempo para Amar” foi o título que lhe dei.
Aproveitei também para enviar os por email os convites para a bem dita festa de despedida de solteiro:

Está quase na hora
De eu me casar
Mas esta noite
É para irmos bombar

Vou dar um passo em frente
E vocês vão lá estar a ver
Mas esta noite é nossa
Para nunca mais esquecer

Assim estás convidada
Para a minha despedida de solteira
Vamo-nos divertir
Vai ser só brincadeira




Assim que bateram as 17:00 saí, queria ser a primeira a chegar.




Cheguei ao salão, faltavam 00:05 para abrirem as portas, esperei ansiosa e um pouco nervosa, já não me lembrava de sair para me divertir pela noite dentro.




Entrei, mudei de roupa e fiquei à espera dos convidados. O salão era grande, fiquei pasmada a olhar a sua altura e a sua decoração.




Primeiro chegaram Meg e Chris.




Depois chegou a Dulce.




Ainda chegavam convidados quando entrou um individuo em tronco nu e de óculos escuros com um aparelho debaixo do braço, poisou o aparelho em cima da mesa do hall e começou a dançar dizendo que tinha sido convidado pelas minhas amigas para divertir a festa. Logo a seguir entra uma moça com uns copos numa bandeja e começa a distribui-los. Pensei – estou a ver que a festa vai ficar por aqui mesmo.




Dançamos, bebemos e voltámos a dançar. Alguns convidados também tiraram fotografias com os seus telemóveis.




Meg chamou-me, queria fazer um discurso.

BeAz – Pode fazer sim mas veja lá o que vai dizer.




Meg chamou toda a gente e começou a falar:

"...Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam connosco a vida inteira. [...] Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito [...] O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? [...] Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis da maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. [...] Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade."

Todos bateram palmas e eu agradeci a Meg.




Meg sacou de uma garrafa de champanhe e começou a rir agitando a garrafa.

BeAz – Meg!!! Você não vai fazer isso!
Meg – Ai vou, vou!




BeAz – Não!!!




Eu só engolia champanhe, deixei de conseguir falar.




Via-se na cara da Meg a sua satisfação, nem precisava de palavras.




Nossa Meg, isso não se faz – dizia eu ainda gargarejando.




Depois nos abraçámos rindo.




Aos poucos o pessoal ia saindo e eu me despedindo delas.

BeAz – Obrigada Edi por ter vindo, espero que se tenha divertido.
Edi – Obrigada Be por me ter convidado, claro que me diverti, estarei também presente no seu casamento, nos vemos lá de novo.




BeAz – Obrigada Gabriela, dê um beijinho grande ao David por mim.
Gabriela – Serão entregues! Seja feliz! Nos vemos no casamento.




BeAz – Obrigada Chris amiga sempre presente!
Chris – Que nada, para que servem os amigos? Cá estarei sempre!



BeAz – Obrigada Maria! Fiquei feliz por saber que é minha vizinha, nos veremos mais vezes.
Maria – É mesmo! Se quiser posso ajudar nos preparativos do casamento. Felicidades!




BeAz – Obrigada Ré, você é como uma segunda filha para mim, uma grande mulher, uma grande esposa, cuide sempre assim do meu “mais que tudo”.

Ré se emocionou lembrando da sua despedida de solteiro e do seu casamento:

Ré – Seja feliz sogrinha, você merece!