12/06/2012

Capítulo 17 – Lagos Lunares









Depois de algumas horas de viagem chegámos a Lagos
lunares. Na entrada da vila, podia-se ver que era quase deserta, muitos montes
e poucas casas. Não se via nenhum arvoredo, parecia mesmo que tínhamos entrado
na lua.

















Uns metros mais à frente, via-se então, a primeira
casa que servia de vigia à entrada da Vila. Podia-se também observar as
primeiras árvores amareladas pelo clima quente e um intenso sol que se fazia
sentir naquela pequena vila.

















Mais uns metros e umas arvores roxas e de cor
bordô, achei curioso, nunca visto árvores roxas, Joseph ria do meu espanto.





BeAz – Não me diga que você já viu!?


Joseph – Sim, BeAz, esta cidade não é estranha para mim, já
estive aqui várias vezes.


BeAz – Há-de-me dizer por onde é que ainda não andou!


Joseph – Ficaremos em casa de uma amiga, ela também nasceu
na terra de seu tio, você deve lembrar dela.

















Parámos para ver o cemitério. Ao contrário do
normal, não se via nem uma flor, era tudo decorado a pedra mármore e no centro
a estatueta da Dona Morte.

















Do outro lado da rua podia-se ver o rio quase seco.

















E ao fundo, as primeiras casas já podiam ser
avistadas.

















No centro da cidade, então víamos as casas, algumas
estufas, aí sim, com plantas verdes e alguns negócios.

















Chegámos assim ao destino. A casa era grande e
muito moderna, mas quem seria essa amiga de infância que eu também conhecia e
era da terra do meu tio?

















Joseph foi na frente e tocou à campainha. Eu podia
ver através do vidro, duas pessoas, uma estava de costas e tapava o rosto da
outra por isso não podia ver ainda quem seria.















Mal
se dirigiu para nos abrir a porta eu reconheci-a logo, era Dulce, a engraçada
morena que sempre vinha brincar comigo na casa do meu tio. Dulce saíra de Appaloosa
Plains ainda muito nova e nunca mais lá pôs os pés. Osmar, o amigo de Joseph
ansiava saber o paradeiro dela e Joseph sabia onde ela estava este tempo todo.
Mas porque Joseph nunca lhe disse nada? (verifiquem aqui















Depois de um forte abraço, Dulce olhava-me
saudosamente com os olhos aguados enquanto eu lhe contava as novidades de
Appaloosa. Claro está, não falei de Osmar, isso seria um assunto que teria de
tocar particularmente e depois de falar com Joseph.

















Havia um Festival de Grelhados na Margem do Oásis e
Dulce convidou-nos a ir lá almoçar.





Dulce - O último a chegar é o que vai fazer os cachorros!


Joseph – Você é sempre a mesma, Dulce, e eu caio sempre na
mesma partida, eu estou cansado, acabo de chegar de viagem, você lembra?
haff!...


BeAz – Já viu que tem de ser você a fazer os cachorros,
não é Joseph?





Sentia-me feliz por voltar a ver Dulce e aquelas
traquinices e boa disposição que sempre a acompanharam e faziam dela uma pessoa
feliz e descontraída.

















Joseph foi preparar os cachorros e nós despimos as
roupas e fomos apanhar sol.

















Rufus estava cheio de cede, não parava de beber da
água do lago. Aproveitei para abordar a Dulce acerca de Osmar.





BeAz – Estou tão cansada da viagem que meu corpo parece
mais com uma estátua dura de pedra.


Dulce – Relaxa, amiga, não há sítio melhor que este para
relaxar.


BeAz – E então, o que você tem feito desde que saiu de
Appaoola?


Dulce – Olha Be, a minha vida deu muitas voltas, eu
ingressei no mundo da moda, conheci uma pessoa e me apaixonei, engravidei mas
nem cheguei a casar, perdi o meu filho e ele se afastou, daí, depois de ter
recebido uma indeminização por negligência médica, mudei-me para cá e agora
vivo no mundo da música, neste momento estou de férias.

















BeAz – Dulce, você lembra de Osmar?


Dulce – Sim lembro, perfeitamente. Nós e as nossas
traquinices. Lembro de nos escondermos debaixo dos chorões que tinam os ramos
compridos até ao chão e ficarmos ali a trocar beijos na boca. Aquilo fazia
subir a minha adrenalina. Coisas de criança, sabes como é.


BeAz – Achas mesmo, Dulce?


Dulce – Porque dizes isso?


BeAz – Porque Osmar anda doido por saber o seu
paradeiro, diz que nunca conseguiu esquecer-te e quer voltar a ver-te. Joseph
nunca te disse nada?


Dulce – Não, nunca falámos de Osmar, mas ele sabe alguma
coisa dele?


BeAz – Sim, Osmar tem cuidado dos seus cavalos, ficou
com a Balin (égua do meu tio) quando ele faleceu. Antes de partirmos Joseph
doou a casa com os seus cavalos a Osmar, os cavalos são a sua perdição mas o
seu coração ainda sofre por não saber de ti, Dulce.


Dulce – Sério? Eu pensei que ele tinha casado e até teria
uns poucos de filhos. Mas por outro lado nunca perguntei nada sobre Osmar a
Joseph, vai ver ele também nunca falou de mim a Joseph ou mesmo Joseph a ele.


BeAz – Sim, talvez seja provável, como este mundo é
pequeno, tão longe e tão perto ao mesmo tempo.

















Enquanto comíamos os cachorros falámos de Osmar e
chegámos à conclusão que Osmar nunca perguntou a Joseph sobre a Dulce nem nunca
Dulce perguntou sobre Osmar a Joseph por isso nunca passou pela cabeça de
Joseph falar de qualquer um dos dois a qualquer um dos dois. Se o tivessem
feito ele logo teria dado a informação necessário. Osmar sempre foi muito
tímido a esse respeito, talvez por eu ter também saído de Appaoola ele se
tivesse lembrado que eu saberia alguma coisa sobre Dulce, e também porque eu
sempre fui uma espécie de confidente dos dois.

















De volta a casa, tomamos banho e fomos jogar
dominó. Para mim aquilo era um desafio, Joseph levava o jogo muito a sério e
Dulce se divertia.

















Depois de eu ter ganho no dominó fomos para a hidromassagem,
estava um calor que só se estava bem era mesmo dentro de água. Recordámos com
saudade muitas passagens de criança.

















Rufus se divertia atrás de uma bola há já algumas
horas.

















Jantámos umas panquecas feitas por Dulce.



















Depois do jantar Dulce foi até ao parque com Rufus,
ela gostou muito dele e sempre que podia desafiava-o para a brincadeira.









 






Nós ficámos no chão do pátio a conversar e a
observar as estrelas no meio de um silêncio profundo que se fazia sentir.



















Quando Dulce chegou fomos deitar. O quarto de hóspedes
era de tons vermelhos e quase todo espelhado, muito romântico e por sinal muito
convidativo, por isso acabámos por nos envolver intimamente.









20 comentários:

  1. Adorei conhecer essa cidade!!!!!

    beijos!

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    1. Obrigada Meg, por acompanhar. Esta cidade é linda! Mas muito lunática!

      Beijo!

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  2. BeAz nossa meu coração gelou quando ouvi o Joseph falar que você ia para uma casa de amiga de infância logo pensei em mim, e depois que vi aquele cabelos pretos tive certeza. Mais que mistério o do Osmar comigo. Fiquei triste por ter perdido um bebê. Adorei BeAz você fez esse capitulo perfeito amei.
    Beijos ! e seja bem vinda a minha casa.

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    1. realmente foi uma situação triste, a Dulce ter perdido um bebé, são coisas que acontecem e que por vezes nunca são ultrapassadas, ainda mais que o marido a abandonou nessa altura. Mas o seu verdadeiro amor que já vem desde a infância é Osmar e é um amor reciproco porque, pelos vistos, Osmar também nunca fez a sua vida porque era Dulce quem ele procura para o poder fazer, e Dulce ficou feliz por saber isso. Vamos ver o que irá acontecer em relação a isso. A sua casa é linda e muito acolhedora, adorei a sua receção.

      Beijo!

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  3. Nossa, que capítulo, adorei, a história da Dulce, tudo! Muito emocionante, parabéns BeAz *-*

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    1. Obrigada Ícaro, fico feliz por estar a acompanhar!

      Beijo!

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  4. Adorei esse capítulo.

    Que bom que vistes a Dulce, depois de tanto tempo, né? rsrs

    Li os dois capítulos para depois eu poder comentar! rsrs

    Beijos!

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    1. Sim, foi uma grande surpresa encontrar a Dulce e justo naquele sítio que mais parece o fim do mundo mas é lindo!

      Obrigada David!
      Beijo!

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  5. Nossa, adorei, mal espero para o próximo capítulo, estou seguindo hein? Parabéns BeAz :)

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    1. Obrigada Ícaro, você é uma simpatia!

      Beijo!

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  6. Adorei seu blog ! *-*
    Se der me divulga e da uma passadinha no meu diário tbm ! ^^
    http://diariodaisasims3.webnode.com//

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    1. Obrigada Isa, por acompanhar a minha história.
      Com certeza que passarei no seu blog.

      Beijo!

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  7. Olá beaz , sou a Maria, desculpe com isto doz exames deixei de ir ao seu blogue. Mas devo confessar que amei a historia e foi um grande prazer le-la! E que sorte vc tem em ter a maravilhosa cidade de Lagos Lunares!!!
    Fique bem e bom Verão!!

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    1. Olá Maria, que bom vê-la por aqui de novo. Espero que os exames lhe tenham corrido bem. Realmente Lagos Lunares a pesar de ser uma cidade deserta é muito bonita.
      Um bom Verão também para você e uma ótimas férias!
      Beijinho!

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  8. Realmente Lago Lunares é um local muito estranho,sem vegetação e essas coisas lindas.
    Mas é bonito.
    Amos as estufas,bem a sua cara essas estufas *-* lá tem mts borboletas.
    Ah que triste da dulce ter perdido um filho :/ a pior sensação do mundo deve ser essa.
    Estou amando o rufus cada vez mais, ele é mt fofo *-*

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    1. Lagos Lunares parece uma cidade Outonal mas é linda! As estufas são mesmo a minha cara, adoro as borboletas. Dulce felizmente já recuperou dessa tristeza que não esquece nunca mas ela faz por se manter ocupada com outras coisas para nem pensar.
      Rufus continua a dar alegria à casa, é um fofo!

      Obrigada por acompanhar, Gui!
      Beijo!!!

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  9. Bem, adoro estas cidades! :D Em que expansão tem?

    hh eu espero que a Dulce e o Osmar se reencontrem! :)

    Beijinhos

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    1. Rita, Lagos Lunares é um mundo não pertence a nenhuma expansão, é vendido em separado na Store.

      Beijinho!

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    2. É espectacular! :)

      Beijinhos

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    3. Obrigada Rita!

      Beijinho!

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