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21/05/2012

Capítulo 16 – Bridgeport









Durante a viagem
apercebi-me que não era para França que estávamos a ir.





BeAz – Afinal a onde vamos? Já vi que não vais para
casa.


Joseph – Não, não vamos para minha casa. Os meus pais
estão avisados que vou passar uns tempos fora, vamos viajar por uns tempos,
estás a precisar de distração.


BeAz – Mas ainda não me respondeste!


Joseph – Vamos passar por várias cidades até
chegarmos à que está destinada. Será uma surpresa mas vais gostar, prometo.





Rufus era um cão
vaidoso por isso empinava o peito e ficava extremamente a tento a toda a
paisagem durante toda a viagem.

















Depois de passarmos por várias
cidades, na manhã do segundo dia chegámos a Bridgeport, cidade que eu conhecia
muito pouco pois só lá estivera com a Meg por causa do desaparecimento de Cris.
Eu estava esfomeada, por isso parámos junto da primeira rulote de cachorros
quentes que encontrámos.

















Estávamos prestes a sair dali quando
avistámos Tiara Angelista. Uma cantora muito conhecida pertencente ao mundo
“Vip”. Fiquei perplexa quando ela se direcionou ao Joseph e se cumprimentaram
com um abraço e logo começaram num diálogo amigável como já não se vissem há
muito tempo. Eu só pensava no monte de joias que ela deveria ter, nunca
estivera tão perto de uma pessoa assim tão conhecida. Até ao Rufus ela não
passou despercebida.

















Quando Joseph me
chamou para me apresentar, ela logo se desculpou dizendo que estava com muita
pressa e desapareceu num passo apressado.





Joseph – Desculpa BeAz, mas ela é sempre assim, cheia
de pressa para tudo.


BeAz – Fiquei surpresa por conheceres pessoalmente
Tiara Angelista, como é que isso aconteceu?


Joseph – Há alguns anos atrás seguia Tiara para todos
os concertos que ela dava, sou um fã dela, ela topou e um dia veio falar
comigo, ofereceu-me um bilhete gratuito para o concerto que daria depois
daquele. Depois disso sempre falámos.

















De tarde fomos visitar um atelier de
costura, pois tínhamos partido de viagem só com a roupa do corpo.

















Sentia-me
em forma e toda aquela roupa, eu achava que me ficava bem. Envolvida que eu
estava com a minha silhueta só mais tarde é que reparei que havia uma algazarra
ao fundo do corredor.

















Dirigi-me até lá e deparei com uma
moça a tocar órgão e alguns espectadores a bater palmas e a dançar, incluindo o
Joseph. Sei que ele gosta muito de música e não larga a sua viola e onde ele
ouve música logo quer parar para saber quem está a tocar. Quase toda a viagem
foi assim. Nas paragens que fizemos sempre conhecia alguém. Mas o que mais me
estranhava era que ele também era conhecido por muita gente.

















Para não variar cumprimentaram-se como
já se conhecessem há muito tempo. E mais uma vez eu ficara a observar tudo
aquilo. Mas havia mais alguém a observar que eu não percebia bem se era à moça
ou se era ao Joseph que observavam.

















Trocaram
palavras divertidas e até contaram uma anedota. E eu observava.

















Até
Michael, o dono do atelier conhecia Joseph? Eu nem queria acreditar. Eu não
levava a mal mas tudo aquilo me surpreendia e Joseph sempre me respondia que
sempre viajou muito por isso era tão conhecido.
















Ao
fim da tarde parámos no parque. Uma moça tocava violão e Joseph convidou-me
para dançar.
















Depois
tirou uma foto à moça com o seu telemóvel. Ela não parava de tocar.
















Joseph
foi ao carro buscar a viola e acompanhou-a a tocar. Desta vez eu também me
divertia pois Joseph cantava para mim. Rufus limitava-se a fazer buracos no
chão a ver se encontrava alguma coisa.
















Comprámos
uma pizza a caminho do motel, estávamos esfomeados. Rufus também devorava a
taça da comida.
















Depois
sentámo-nos a ver televisão e começámos a mimar-nos enquanto Rufus já dormia.
















Depois
fomos para a cama para ficarmos mais confortáveis.
















E
depois de muitos mimos acabámos por adormecer.